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Beata Alexandrina de Balazar


A Beata Alexandrina Maria da Costa nasceu em 30 de março de 1904, em Balazar, Portugal. Criada em ambiente simples e cristão, desde jovem demonstrou profundo amor por Jesus, pela Eucaristia e pela Santíssima Virgem Maria.
Sua vida mudou dramaticamente aos 14 anos. Para defender sua pureza diante de uma tentativa de abuso, Alexandrina saltou de uma janela. A queda causou graves lesões na coluna, que aos poucos a deixaram completamente paralisada. A partir de 1925, ficou definitivamente presa ao leito.
O sofrimento, porém, não destruiu sua fé. Alexandrina transformou sua cama em altar de oferta. Entregava suas dores pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Tornou-se conhecida como “vítima de amor”, expressão usada para almas que aceitam unir seus sofrimentos aos de Cristo.
Embora não seja classificada sempre como estigmatizada visível nos moldes de São Francisco ou Padre Pio, sua vida foi profundamente marcada pela participação mística na Paixão de Cristo. Ela teria revivido interiormente os sofrimentos de Jesus, especialmente às sextas-feiras, em experiências de intensa dor espiritual e física.
Um dos fatos mais impressionantes de sua vida foi o jejum eucarístico. Segundo sua biografia oficial, de 1942 até sua morte, Alexandrina teria vivido sem alimento comum, recebendo apenas a Sagrada Comunhão. Esse fenômeno foi examinado por médicos e permanece como um dos aspectos mais conhecidos de sua trajetória.
Morreu em 13 de outubro de 1955, data fortemente associada à devoção de Nossa Senhora de Fátima. Foi beatificada por São João Paulo II em 25 de abril de 2004. Sua vida é um testemunho radical de pureza, reparação e amor eucarístico.
Curiosidade: Alexandrina ofereceu seus sofrimentos pela consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, tema que marcou profundamente a espiritualidade católica do século XX.