O Chamado Inesperado: Como São Pio Transformou a Vida de um Desempregado

A impressionante história de Laurino, chamado pelo nome em meio à multidão por um santo que nunca havia visto.

Na cidade de Pádua, o desespero do desemprego e a angústia da incerteza batiam à porta de um homem simples chamado Laurino Costa. Contudo, os desígnios de Deus reservavam-lhe uma surpresa inimaginável. Sua vida começou a mudar quando um amigo lhe presenteou com uma singela fotografia do Padre Pio. Mesmo sem jamais ter cruzado o olhar pessoalmente com o venerável frade, Laurino sentiu sua alma ser tocada por uma conexão inexplicável, passando a carregar aquela estampa no bolso como seu bem mais precioso.

Quando o peso das provações parecia esmagar suas forças, ele tomou uma atitude movida pela pura fé: enviou um telegrama ao convento de San Giovanni Rotondo, suplicando o auxílio do padre estigmatizado. A resposta, rápida e misteriosa, veio do próprio São Pio: "Venha imediatamente a San Giovanni Rotondo".

Ao pisar no solo sagrado do convento, em meio a uma verdadeira multidão de peregrinos, o céu manifestou o primeiro milagre. Padre Pio, caminhando entre os fiéis, parou abruptamente, fixou os olhos em Laurino e o chamou pelo nome, atestando seus dons sobrenaturais, pois nunca haviam sido apresentados. "Laurino! Venha cá!", ordenou o santo. O que se seguiu foi um pedido que beirava o impossível: "Vá alimentar meus doentes na Casa Alívio do Sofrimento" (Casa Sollievo della Sofferenza). Diante do espanto de Laurino, que confessou nunca ter cozinhado na vida, o frade capuchinho selou o destino daquele homem com uma promessa inabalável: "Vá... estarei sempre junto a você".

Naquele mesmo dia, abraçando a obediência cega, o desempregado assumiu a cozinha do imenso hospital, tendo a colossal tarefa de alimentar oitocentas pessoas. O que aconteceu a seguir foi a prova viva da assistência dos anjos: os utensílios, os ingredientes e o ambiente pareciam-lhe intimamente familiares. Pratos complexos saíam perfeitos, as panelas rendiam refeições saborosas e nada dava errado. Laurino sabia, no íntimo do seu coração, que quem cozinhava não era ele, mas a presença invisível e protetora de Padre Pio, que cumpria fielmente a promessa de guiar suas mãos.

Essa vocação nascida de um milagre transformou-se na grande missão de sua vida. Mesmo após a santa morte de Padre Pio, Laurino permaneceu fielmente diante dos fogões do hospital. Com a simplicidade dos puros de coração, ele afirmava: "Padre Pio continua comigo. Sei que ele me acompanharia para onde quer que eu fosse. Mas foi vontade dele que eu ficasse aqui. E eu não vou usar sua morte como desculpa para abandonar a sua vontade".

A comovente trajetória de Laurino Costa é um testemunho cristalino sobre o poder do abandono total nas mãos da Providência e da intercessão dos santos. Ela nos recorda, com doçura, que São Pio de Pietrelcina conhece as nossas aflições, chama-nos pelo nome e caminha silenciosamente ao nosso lado, cumprindo com amor cada uma de suas promessas.