
Acesse o menu de forma rápida aqui ao lado
Padre Luigi d'Avellino

Por não ter conseguido executar a transferência devido ao risco real de uma rebelião popular, Padre Luigi foi duramente punido pelo Santo Ofício, perdendo o seu cargo em apenas dois meses e sendo expulso de sua província.

O desespero do povo com a possível transferência de Padre Pio era tão grande que, durante um protesto, um jovem ameaçou matá-lo, declarando que preferia o santo morto na cidade do que vivo em outro lugar.
Nascido Enrico Festa em 15 de julho de 1884, Padre Luigi d'Avellino ingressou na Ordem Capuchinha em 1899 e foi ordenado sacerdote em 1907. Descrito como um homem robusto e ex-combatente, ele foi escolhido pelas autoridades da Igreja para uma das missões mais perigosas e tensas da época: executar a ordem do Santo Ofício de transferir Padre Pio para longe de San Giovanni Rotondo, possivelmente para o norte da Itália ou para a Espanha, na tentativa de fazer o povo esquecer o estigmatizado.
Ao chegar à cidade no final de julho de 1923 para traçar um plano de ação, Padre Luigi deparou-se com uma situação explosiva. O povo da cidade já havia se rebelado violentamente contra rumores de transferência nos anos anteriores e estava disposto a tudo para impedir a saída do frade. Em vez de usar a força, o superior decidiu ter uma conversa franca e aberta com Padre Pio. Para sua surpresa e edificação, encontrou um homem de submissão absoluta. Em uma carta histórica enviada a Padre Luigi em agosto de 1923, o santo declarou que a voz dos superiores era a voz de Deus, afirmando estar pronto para obedecer a qualquer comando, por mais doloroso que fosse.
Apesar da total obediência de Padre Pio, a transferência era logisticamente impossível sem causar um banho de sangue na cidade. Em fevereiro de 1924, após a morte repentina do Provincial Padre Pietro, Padre Luigi assumiu o governo da província como vigário.
No entanto, o Santo Ofício não perdoou o seu "fracasso" em exilar o estigmatizado no ano anterior. Apenas dois meses após assumir o cargo, ele foi sumariamente destituído e expulso de sua própria província monástica como punição. Após anos de sofrimento silencioso, Padre Luigi d'Avellino faleceu em San Giovanni Rotondo, no dia 2 de junho de 1959.