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Padre Rosário de Aliminusa

Nos seus primeiros meses como superior, Padre Rosário sentia diariamente um misterioso perfume celestial exalando da cela de Padre Pio, de suas mãos e da cadeira do confessionário.

Padre Pio revelou a Padre Rosário que conhecia o Santuário de Lourdes em detalhes, sem nunca ter viajado. Questionado se fora um sonho, o santo afirmou estar totalmente acordado, confirmando um caso de bilocação.
Nascido Francesco Pasquale em 19 de dezembro de 1914, Padre Rosário de Aliminusa ingressou na província capuchinha de Palermo e foi ordenado sacerdote em 29 de junho de 1937. O curso de sua vida espiritual tomou novos rumos ao conhecer Padre Pio em 1958. Apenas dois anos depois, ele assumiu uma das posições mais desafiadoras da época: tornou-se o superior local do convento de San Giovanni Rotondo, guiando a fraternidade — e o próprio santo estigmatizado — entre 18 de setembro de 1960 e 23 de janeiro de 1964.
Durante os anos complexos em que esteve à frente do convento, exerceu seu cargo com uma notável combinação de caridade e firmeza. Sincero admirador de Padre Pio, Padre Rosário assumiu a missão de documentar com precisão tudo o que testemunhava. Ele deixou numerosos escritos que funcionam como uma "radiografia" quase completa da figura do santo, expondo os problemas conventuais da época, detalhando sua rotina severa, suas virtudes e seus impressionantes dons carismáticos.
Como superior e vizinho de cela, Padre Rosário conviveu diretamente com o sobrenatural. Ele registrou que, durante seus três primeiros meses no cargo, sentia diariamente o inconfundível e misterioso perfume místico exalando do quarto de Padre Pio, bem como das mãos do santo e de sua cadeira de confissões. Além disso, tornou-se confidente de relatos surpreendentes, colhendo testemunhos diretos das viagens espirituais do estigmatizado.
Concluído o seu mandato de superior em San Giovanni Rotondo, a competência de Padre Rosário o levou a ser nomeado Procurador Geral da Ordem dos Capuchinhos, transferindo-se para Roma. Após uma vida de dedicação à Igreja e de serviço inestimável à memória histórica do Santo do Gargano, faleceu em sua terra natal, Palermo, no dia 4 de dezembro de 1983.