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Santa Anna Schäffer

Santa Anna Schäffer nasceu em 18 de fevereiro de 1882, em Mindelstetten, na Baviera, Alemanha. Pertencia a uma família pobre e trabalhadora. Desde cedo alimentava o desejo de tornar-se religiosa missionária, mas Deus a conduziu por outro caminho.
Aos 19 anos, enquanto trabalhava em uma lavanderia, sofreu um acidente terrível: caiu dentro de um recipiente com água fervente e produtos usados na lavagem. Suas pernas ficaram gravemente queimadas. Passou por mais de trinta cirurgias, mas nunca recuperou plenamente a saúde.
Impossibilitada de realizar seu sonho de entrar no convento, Anna fez de seu leito uma missão. Sua vocação passou a ser o sofrimento oferecido em união com Cristo.
Em 1910, segundo sua tradição biográfica, começou a experimentar os estigmas. Ela teria recebido dores nas mãos, nos pés e no coração, unindo-se de forma invisível e dolorosa à Paixão de Jesus. Diferente de outros estigmatizados públicos, Anna procurava esconder esses fenômenos e viver tudo com discrição.
Sua espiritualidade era profundamente eucarística. A Comunhão era o centro de sua vida. Mesmo imobilizada e em dores constantes, escrevia cartas, consolava pessoas e rezava por todos que lhe pediam auxílio.
Morreu em 5 de outubro de 1925, após receber a Sagrada Comunhão. Foi beatificada por São João Paulo II em 1999 e canonizada por Bento XVI em 2012.
Curiosidade: Anna chamava seus sofrimentos, sua escrita e seus pequenos trabalhos manuais de “três chaves” para o céu.