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Padre Antonino de Sant'Elia a Pianisi

Formado em Direito Canônico e atuando como juiz eclesiástico, Padre Antonino utilizou o seu apurado senso analítico para observar e atestar formalmente as virtudes de Padre Pio.

No seu relatório, o Ministro Provincial destacou que o santo, mesmo esbanjando profunda humildade e obediência, exibia um caráter que era, ao mesmo tempo, extremamente forte e afetuoso.
Padre Antonino de Sant'Elia a Pianisi, nascido Michelangelo Di Iorio no dia 12 de março de 1913, destacou-se na Ordem Capuchinha pela sua mente jurídica brilhante e sólida formação intelectual. Ordenado sacerdote em 17 de maio de 1936, ele graduou-se em Direito Canônico, dedicando grande parte do seu ministério ao ensino de disciplinas jurídicas e de teologia moral. A sua notável competência e rigor analítico levaram-no a atuar como advogado rotal e juiz no Tribunal Regional de Apelação de Benevento, posições de extrema responsabilidade eclesiástica.
Além de sua exitosa carreira nos tribunais, Padre Antonino exerceu grande liderança na fraternidade, assumindo o cargo de Ministro Provincial entre 25 de julho de 1950 e 5 de agosto de 1953. Foi exatamente durante o seu provincialato que ele teve a oportunidade de acompanhar de perto o cotidiano de Padre Pio de Pietrelcina. Diferente de outros avaliadores, ele observou o santo não apenas com a autoridade de um superior hierárquico, mas com o escrutínio criterioso de um juiz e teólogo.
O resultado dessa convivência foi registrado em um minucioso relatório sobre a vida e as virtudes do Santo do Gargano. No documento, Padre Antonino descreveu a profunda humildade do Servo de Deus, a sua notável simplicidade, naturalidade e um inesgotável espírito de sacrifício, caridade e obediência.
Segundo o jurista capuchinho, Padre Pio possuía uma personalidade fascinante e paradoxal: um caráter incrivelmente forte e, ao mesmo tempo, profundamente afetuoso. Ele fez questão de declarar formalmente que o seu tempo como provincial permitiu-lhe constatar, em primeira mão, a indiscutível veracidade da vida virtuosa do estigmatizado.
Após uma vida inteira dedicada à justiça da Igreja e à sua província, Padre Antonino faleceu na cidade de Roma, no dia 12 de fevereiro de 1980.