Santa Rita de Cássia

Foi uma santa italiana do século XV, conhecida como a "Santa das Causas Impossíveis", que viveu com heroica paciência os sofrimentos do matrimônio, da viuvez e da vida religiosa, recebendo um estigma na testa como sinal de sua profunda união com a Paixão de Cristo.

Santa Rita de Cássia nasceu por volta de 1381, em Roccaporena, perto de Cássia, na Itália. Seu nome de batismo era Margherita Lotti. Desde jovem desejava consagrar-se a Deus, mas acabou entrando no matrimônio por decisão familiar.

Seu casamento foi difícil. Seu esposo era violento e envolvido em conflitos locais. Rita, porém, viveu sua vocação matrimonial com paciência, oração e esforço pela conversão do marido. Depois do assassinato dele, enfrentou ainda o risco de seus filhos buscarem vingança.

Após a morte do marido e dos filhos, Rita pediu ingresso no mosteiro agostiniano de Santa Maria Madalena, em Cássia. Depois de obstáculos iniciais, foi aceita e viveu como religiosa por cerca de quarenta anos.

Seu estigma foi singular. Enquanto rezava diante do crucifixo, recebeu na testa uma ferida associada a um espinho da coroa de Cristo. Por isso, é chamada de estigmatizada parcial: não recebeu as cinco chagas, mas participou de modo visível da Paixão por meio da ferida na fronte. Essa chaga permaneceu por anos, causando dor e isolamento. Rita aceitou tudo como união com Cristo sofredor.

Morreu em 22 de maio de 1457. Foi canonizada em 1900 por Leão XIII e tornou-se conhecida como santa das causas impossíveis.

Curiosidade: A tradição das rosas de Santa Rita está ligada a um pedido feito pouco antes de sua morte: uma rosa colhida em pleno inverno, sinal de esperança quando tudo parecia impossível.